sexta-feira, 13 de maio de 2011

Ela

Ela assombra-me quando já a esqueci
Volta para me lembrar que existe
Quando já não me lembro que a venci
É quando a derrota de súbito persiste

Ela assombra-me a meio da tarde
Ela assombra-me quando me sinto normal
E quando a dor da vida em mim arde
É quando ela é mais feroz e carnal

Ela assombra-me em dias de vento
Ela assombra-me em dias de azar
Constante, torna-se o maior tormento
Perdura nos anos por mim a passar

Ela assombra-me nos sonhos mais profundos
Ganha vida em mim, onde pensei não a ter
Ela assombra-me em todos os meus mundos
Que crio para tentar deixar de a ver

Ela assombra-me e faz-me sentir inerte
Faz-me arrepender o que outrora não fez
Faz-me sentir que lágrimas verte
Ela assombra-me sempre mais uma vez

Ela assombra-me até neste verso, sim
E sinto em mim o meu eu duvidar
Se fui eu quem criou esta Ela em mim
Se vai viver comigo para lá do meu fim
E me vai assombrar quando a vida acabar

2 comentários:

  1. No dia em que, em vez de a esqueceres ou aniquilares,
    Simplesmente a conheceres e a souberes controlar,
    Esse dia, garanto-to eu,
    Será o dia em que o teu “eu” vai finalmente triunfar!

    Mantê-la num cantinho, onde a passas controlar, pode ser um opção, em vez de a tentares expulsar... porque assim, ela mantém-se quieta, manifestando-se de vez em quando para te mostrar que ainda ali está... sob o TEU controlo. Se a abordagem for mais agressiva, corres o risco que as manifestações sejam mais intensas, ao ponto de serem elas a assumir controlo SOBRE TI, deixando-te vulnerável e exposto aos teus próprios demónios. (‘’,)

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  2. Obrigado pelo conselho ^^,

    Soa-me bem. Vou tentar segui-lo.

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