Não entres no abismo profundo
Onde perdes quem foste uma vez
Não faças de mim vagabundo
Sem norte ou sensatez
Irás cair para sempre
Para sempre infinito e só
Sem que alguma luz entre
No abismo vazio de dó
Irás procurar as paredes
Que de certo lá estão
Mas as pedras frias que pedes
São feitas de escuridão
E na mais pura aflição
Só te restará desistir
Irás pedir mortal chão
Mas continuarás a cair
Ouve o que já vivi
Ouve o que te antevi
Sabe que o eterno abismo
Sem ponta de cinismo
Espera um deslize de ti