quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Passividade

Está quase a chegar
Sinto-o na madrugada
Ninguém me vai salvar
Nem a fé santificada

Não deixo de sonhar
Mas sonho com o ele
Ninguém me vai salvar
Sinto-o na pele

Faço por continuar
Mas temo o pior
Ninguém me vai salvar
Nem o maior salvador

Fico aqui por ficar
Sem finalidade
Ninguém me vai salvar
Nem a autoridade

Não paro de pensar
Mas paro de fazer
Ninguém me vai salvar
Nem um poder qualquer

1 comentário:

  1. Ás vezes pergunto-me, quando estou a reflectir sobre a conjuntura actual em termos políticos, económicos e sociais, qual será a postura mais eficaz de vencer a dita crise... será lamentarmo-nos constantemente, fazer greves, ir trabalhar todos os dias contrariados, descontentes, prestar serviços que reflectem este estado de espírito, criticar os governantes.... ou se devemos arregaçar as mangas, e enfrentar a adversidade com um sorriso nos lábios, fazer o nosso trabalho bem feito, ser o mais produtivos possível, prestar serviços com qualidade ser optimistas e confiantes e transmitir aos que nos rodeiam o mesmos sentimento positivo e de esperança... se calhar alguma coisa mudaria não? Acho que estamos numa fase em que valorizamos muito aquilo que não temos ou deixamos de ter e esquecemo-nos de valorizar aquilo que temos, que já conquistamos... daí nos sentirmos constantemente insatisfeitos. E depois vem a questão se que se impõe: o que é que fazemos para contrariar o desalento e a frustração que sentimos? Na maioria dos casos "fazemos nada"... a passividade reina entre nós! Acho que só não somos passivos na hora de falar mal de tudo, de criticar todos e de nos lamentarmos!

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